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Swing, fetiche & Viagra - 2a. parte


Por que os jovens buscam emoções cada vez mais fortes na hora do sexo - 2a. parte ?

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Eles são jovens, bonitos e bem-informados. Em busca de fortes emoções e altas performances sexuais, homens e mulheres (casados ou solteiros) lotam clubes liberais, consomem remédios contra impotência e recorrem a práticas sadomasoquistas perigosas, como a asfixia erótica

Viagra e poder


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César, 30 anos, é um charmoso diplomata carioca, o “genro que toda sogra pediu a Deus”. Formado em direito por uma importante universidade pública, ele decidiu investir na carreira diplomática quando completou 25 anos. Largou o escritório de advocacia em que trabalhava e passou um ano estudando para a prova do Itamaraty. “Quando passei no exame, me vi sozinho em Brasília, um lugar árido, sem esquinas e sem amigos”, diz. “Ali, a moçada — não só os diplomatas em formação mas, principalmente, os filhos de ministros e políticos importantes — tem muito dinheiro e tempo livre.” São pessoas que, com excesso de liberdade, encontram no sexo e nas drogas uma maneira de fugir da rotina. Para elas, o barato é organizar orgias pelos apartamentos funcionais. “Há muito álcool, cocaína, ecstasy e, sobretudo, remédio contra impotência. O que explica por que, em Brasília, descobri que o melhor amigo do homem não é o cão, como diz o ditado, mas o Viagra!”, diz César.

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Descontando o período em que namorou duas garotas (no início e no fim de sua estada de quatro anos no Planalto), o diplomata passou quase um ano no que chama de “atividade surubática intensa”. “Uma ou duas vezes por mês, lá estava eu tomando Viagra ou Cialis [medicamento contra disfunção erétil com duração de 36 horas, bem mais do que as oito prometidas pela concorrência] e transando com funcionárias públicas poderosas, garotas de programa de luxo e outras mulheres que, assim como eu, queriam companhia, mas eram muito solitárias”, diz. “No fundo todo mundo busca um amor verdadeiro. E, como ele não aparece, veste a carapuça de comedor. É uma falsa compensação.”

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“O remédio me dá segurança. Mas quero que uma mulher se apaixone por mim, não por um produto de laboratório” — César*, 30, diplomata
De tanto tomar comprimidos para disfunção erétil em Brasília, em sua volta para o Rio, no ano passado, César se sentiu inseguro. Questionou-se se não estaria viciado no remédio a ponto de não conseguir conquistar mulheres sem ele. “Dificilmente encaro “one night stands“ [“transas de uma noite só”] sem o Viagra. Com ele me sinto viril, poderoso e ainda impressiono a garota”, diz. “Conforme fico à vontade com a menina, vou abrindo mão do remédio. Quero que ela se apaixone por mim e não por um produto de laboratório”, afirma. Segundo o psiquiatra Alexandre Saddeh não existe, em pacientes saudáveis, sem predisposição cardíaca, um perigo que o uso do medicamento possa acarretar. “Essa moçada sofre de disfunção erétil de origem psicológica. O remédio os ajuda a adquirir autoconfiança. E, aos poucos, com psicoterapia, vai sendo retirado”, explica o médico.

Essa insegurança masculina na hora da conquista, somada à recente quebra de patente do Viagra (no final de junho o preço da cartela com dois comprimidos baixou de R$ 66 para R$ 30), tem feito com que o número de jovens que consomem a droga sem indicação médica cresça expressivamente.

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Estima-se que, hoje, três em cada dez consumidores de Viagra estejam abaixo dos 30 anos, número três vezes maior do que no início da década, quando o produto foi lançado mundialmente. No Brasil, segundo o Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, 20% dos garotos entre 18 e 25 anos fizeram ou fazem uso frequente do medicamento. A fissura é tanta que, como ele não pode ser vendido sem receita, quem não consegue burlar as farmácias, recorre até aos traficantes. “No Rio existe um dealer conhecido de Pramil, outro desses remédios contra impotência que é ilegal no Brasil, mas comercializado livremente no Paraguai”, diz César. Na mão dele, a cartela com 20 comprimidos sai por apenas R$ 30. “Mais uma prova de que, assim como o ecstasy marcou a geração clubber, o Viagra e seus similares marcaram a minha.”




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